21-08-2017

O Opinião

antonio mateus

António Mateus

Autor premiado e Jornalista RTP

 


Prioridade à liderança humanizadora

Contexto:

Existem actualmente enormes crises geo-politicas por todo o mundo. Os riscos globais não estão só interligados como têm impactos sistémicos.

  • Quais são as principais questões com que nos deparamos hoje?
  • O que é necessário para estabilizar o mundo?

 

Quais os riscos?

  • Liderança politica orientada para uma performance financeira e não POR e PARA valores humanísticos.
  • Este tipo de prioridades leva ao auto enriquecimento e atitudes globais auto centradas; da imagem promovida pelos meios de comunicação social, dos chamados sucessos, aos políticos orientados por efeitos de mentalidades.

 

O que é necessário?

  • Necessitamos do oposto, o que é verdadeiramente necessário para reverter este cenário é aquilo que Nelson Mandela chamava o “governo para servir”;
  • Nós, opinion makers, líderes políticos e financeiros, devemos colocar no topo das nossas agendas, quer pessoais quer profissionais, tornarmo-nos o elo de ligação com os excluídos e os membros mais frágeis da nossa sociedade.
  • De outro modo, estaremos a alimentar a exclusão e as atitudes extremistas que derivam daqueles que se se sentem negligenciados e sem esperança.


Uma nota pessoal:

Após relatar conflitos durante mais de 30 anos e ter entrevistado pessoas galardoadas com o Prémio Nobel da Paz, desde líderes religiosos e financeiros, enfrento um número cada vez maior de questões para as quais não encontro uma real resposta.  
O que fazer com o terrorismo? O que devemos nós, enquanto meios de comunicação, reportar e se, ao fazê-lo não nos iremos tornar numa ferramenta para espalhar o medo? Como devemos lidar com isto? Reduzindo a liberdade de expressão, a mobilidade e os direitos civis?
Uma vez mais, devemos parar, pensar e questionarmo-nos;

  • Quando e como começámos a perder a nossa humanidade?
  • Quando começámos a utilizar termos como “vítimas colaterais”? Ou virámos a face àquele pedinte na rua que até nos é familiar? 
  • Ou quando é que nos começámos a olhar de cima, europeus do norte e do sul, cidadãos do hemisfério norte e do sul, baseados em performances financeiras bem como em preconceitos culturais e raciais?

No fundo dos "bolsos" da nossa vida há apenas uma certeza: não nos encontraremos lá uns aos outros. Sómente uma pegada solitária da nossa existência.
Para finalizar, se me permitem, peço emprestada a sabedoria de Nelson Mandela:

“O que conta na vida não é o mero facto de termos existido. É a diferença que tenhamos feito na de outros que determinará o significado da vida que levámos.”

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